Friday, October 31, 2008

Catitu's

Wednesday, February 27, 2008

Não percebo nada do que me está a acontecer...

... mas é tão bom...

Monday, November 05, 2007

Acreditarias se te dissessem que um dia irias voar?

E se a Sra. Whitherspoon lhe pertencia, porque não estavam eles casados? Porque não estava ela aqui connosco, a pontear-lhe as meias, a cozinhar para ele e a criar os filhos dele?
A Mamã Sioux acenou lentamente a cabeça.
- Vivemos num mundo diferente - disse ela. - Agora ninguém pode ser propriedade de ninguém. Uma mulher não é como gado que os homens podem comprar e vender, muito menos uma destas mulheres modernas, como é a senhora de Mestre Yehudi. Eles amam-se e odeiam-se, brigam e desejam-se, querem e não querem, e à medida que o tempo passa ambos têm cada vez mais o outro no sangue. É um verdadeiro espectáculo, docinho, as variedades e o circo combinados, e apostava dólares contra pevides em como vai ser sempre assim até morrerem.

Paul Auster - Mr. Vertigo

Thursday, October 25, 2007

One year after...

Como quase tudo acontece por acaso dentro daquelas paredes eu apareci-te sem que o soubesses ou previsses. Nada tínhamos combinado. Apareci porque estava na cidade nessa tarde. Era um dia de semana em Setembro, nada te faria crer que nos encontrássemos. Nunca o fizéramos a horas daquelas, apenas calhou porque nessa altura passavas muito tempo por ali, calhou porque eu queria muito ir lá. Seria também por ti? Havíamos sempre combinado absolutamente tudo e todos os segundos pareciam contados. Tínhamos ambos vidas difíceis e era impossível colidir esses mundos distintos. Os danos colaterais revelar-se-iam inultrapassáveis caso não programássemos tudo em detalhe.
Estava desocupado, preparado já para alterar apressadamente o meu futuro. Ainda nem eu próprio teria tomado consciência da proporção da decisão, talvez. Inseguro uma vez mais por não ter calculado a reviravolta. Certíssimo de que tão cedo não estaríamos próximos.
Perguntaste-me quando te devolveria o livro emprestado e quando me farias chegar os discos trocados entretanto. Disse-te que não mais voltaria ali de repente, que por dias estaria já noutro país, que a minha vida se tinha transformado brutalmente desde que estiveramos - também sem aviso - pela última vez juntos. Que vinha para cá, que me tinha acontecido isto, que tive de pôr ordem nos pensamentos, que quando regressasse nos encontrávamos certamente e faríamos as trocas desses pertences que já consideráramos nossos.
Reparei que estavas no limite da compostura. Que esforço não terás tu feito para te fingires segura. Tentei não fazer caso. Eu próprio teria de ser forte para abraçar a mudança e uma vez mais controlar maquinalmente os sentimentos fracos de ser humano que tento ser.
Continuaste entretanto com os teus afazeres como se tudo ali dependesse de ti, ocupada tanto que parecias estar. Segui pelo caminho fácil da conversa de ocasião com gente que quase nada me dizia só para não ter que abraçar toda aquela culpa. Havia vestido a pele de intransponível, camuflado de supérfluo. Tu, entretanto e no quadro longínquo desta memória de há um ano, passavas a imagem humilde e insjustamente desfocada desse dia em que não te disse desculpa, te fiz sofrer porque não saberia que pensar, espero-te daqui a um ano, imaginei... quando olhar de alto para a minha condição de errante e perceber que te amo muito...

Tuesday, June 05, 2007

Snoozing

Este canto anda muito adormecido... não é muito meu hábito falar de mim para estranhos?

Sunday, March 25, 2007

Londres

“Sento-me na varanda da ‘cloud 18’ (o meu 18º andar) e olho a cidade como um pássaro de asas cortadas. Sim, gosto da vista do alto e apesar do cansaço do ‘9am to 5pm Job’, ainda me dá prazer olhar a vastidão desta cidade, os prédios a perder de vista, a ponte sobre o Tamisa. Lá em baixo a multidão e o caos organizado prosseguem, e os fatos pretos competem rápidos e confusos pela falta de espaço na busca ao dinheiro, como ratos. ‘How hard are mistakes? How much fortune will I make? Should I carry on? Will it matter when I’m gone?’ Não, isso eu não gosto. No outro dia um amigo dizia-me: ‘The richest one is, the less generous one becomes’. E eu concordo, pois a afirmação vai ao encontro da minha teoria de que ‘os pobres e quentes são os mais felizes’. E por quentes, subentenda-se que o clima é importante e o que gosto menos aqui na minha cidade é o frio, a chuva, as cores cinzentas. Por isso, quando a Primavera se espreguiça, como agora, e as flores ‘blossom’ (palavra que adoro e há que dizer que gosto da ‘english language’) Londres é outra cidade: viva e enérgica, acordada e positiva. E então, dá-me prazer trabalhar num espírito de equipa educado como o inglês, onde existe reconhecimento de mérito em qualquer categoria profissional. Em Londres, há sempre pontos a alcançar, e só não os tem quem não cria a autonomia para tal. Há cursos, informação, bibliotecas, museus e uma quantidade de oportunidades. E todos têm uma qualidade incomparável, e reflectem o significativo centro cultural que esta cidade é para o mundo. Importante também é o civismo que a sociedade britânica apresenta: a política de igualdade que se pratica, e que se reflecte nos direitos para as minorias étnicas, sexuais e com deficiências físicas ou mentais. Aqui vive-se o anonimato: posso beijar quem me quer, vestir o que deus me der, ser o que me valer e ninguém vai querer saber. Mas nem tudo é um mar de rosas. Violência, competitividade e altos preços não deixam o coração quente ‘and this tough city’ confirma-me que tenho é que arranjar um canteiro, três galinhas e um porco para viver feliz, algures num lugar bem quente, bem pobre e bem longe do ‘underground’!”

Ana Baldaia, 26 anos, directora do Roof Theatre Project
Texto retirado da secção Cidades, suplemento Ípsilon do Público, 23 de Março de 2007, pág. 58

Tuesday, February 20, 2007

O Caetano tem razão...

... às vezes a cidade é assim...

I’m wandering round and round nowhere to go
I’m lonely in London London is lovely so
I cross the streets without fear
Everybody keeps the way clear
I know, I know no one here to say hello
I know they keep the way clear
I am lonely in London without fear
I’m wandering round and round here nowhere to go

While my eyes
Go looking for flying saucers in the sky

Oh Sunday, Monday, Autumm pass by me
And people hurry on so peacefully
A group approaches a policeman
He seems so pleased to please them
It’s glad to live at least and I agree
He seems so pleased at least
And it’s so good to live in peace and
Sunday, Monday, years and I agree
I agree

While my eyes
Go looking for flying saucers in the sky
While my eyes
Go looking for flying saucers in the sky

I choose no face to look at
Choose no way
I just happen to be here
And it’s ok
Green grass, blue eyes, gray sky, God bless
Silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say

Green grass, blue eyes, gray sky, God bless
Silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say

But my eyes
Go looking for flying saucers in the sky

But my eyes
Go looking for flying saucers in the sky...


Cibelle com Devendra Barnhart - London, London
in Shine of Dried Electric Leaves, Crammed, 2006

Wednesday, October 25, 2006

Vinte quilos de bagagens às costas...

... uma tonelada de sonhos nas palmas das mãos.


Wednesday, October 18, 2006

Coincidência de datas ou não...

... este foi um dos dias mais importantes que alguma vez tive.

Monday, September 11, 2006

Coincidência de datas ou não...

... este foi um dos dias mais tristes que alguma vez tive.

Friday, June 23, 2006

Exausto. Desisto.

Sunday, May 28, 2006

O amor escreve-se em braille


..."Alguém chegou a perguntar se a cegueira não favorecera o sucesso. Eles responderam gentilmente assim: «Ouvimos certamente melhor, ou de maneira mais precisa, do que alguém vê»...
... "Quais são os defeitos de Amadou, perguntaram a Mariam. «Esqueci-me», respondeu ela. Quais são os defeitos de Mariam, perguntaram a Amadou. «Quando amamos não os vemos», respondeu ele."...

Excerto de texto de Alexandra Lucas Coelho, Y, Público, 19/Mai/2006

Tuesday, April 18, 2006

Queromuitoperceberporque...
...porquequerosairporuminstante.........

Estranho como por vezes são precisas demasiadas milhas para se perceber que o que afinal se busca pode estar a curtos palmos à nossa esquerda.
Estranho como a ideia de fuga suspende no frio a mais fractária das preocupações rotineiras.
Estranho como sentir o sol todos os dias nos obriga a depositar sorrisos nos outros.
Estranho como as coisas se repetem a espaços largos e o deslumbramento se mantém virgem.
Estranho este fascínio ingénuo por quadros de aeroporto.
Como se por ali houvesse um buraco de fechadura...

Wednesday, April 05, 2006

mmmm...

A aventura começa tímida...